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Varejo da moda acelera exigência por rastreabilidade e governança na cadeia de fornecedores


Pressão de marcas globais, riscos reputacionais e agenda ESG levam o setor a rever controles e gestão de terceiros no Brasil


O varejo da moda atravessa uma transformação estrutural na forma como gerencia sua cadeia de fornecedores. O modelo tradicional, baseado em cadastros estáticos e controles pontuais, já não atende às exigências de um mercado cada vez mais exposto a riscos trabalhistas, socioambientais e reputacionais.


Nos últimos anos, marcas globais, investidores, órgãos reguladores e consumidores passaram a exigir rastreabilidade, transparência e governança contínua ao longo de toda a cadeia produtiva, do fornecedor direto aos elos mais distantes da produção. No Brasil, esse movimento tem acelerado mudanças profundas na gestão de terceiros do setor de moda.



Cadeias intensivas em mão de obra sob monitoramento rigoroso


Relatórios da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e da OCDE apontam que cadeias produtivas intensivas em mão de obra, como a têxtil e de confecção, estão entre as mais vulneráveis a:

  • terceirização irregular;

  • condições inadequadas de trabalho;

  • informalidade;

  • riscos de trabalho análogo ao escravo;

  • falhas de compliance trabalhista.


No contexto brasileiro, fiscalizações recorrentes do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) continuam identificando irregularidades em fornecedores indiretos, o que amplia a responsabilidade das marcas varejistas sobre toda a cadeia, independentemente do nível de terceirização.


Esse cenário reforça um ponto central: o risco não está apenas no fornecedor direto, mas em toda a rede produtiva.



ESG amplia o escopo da governança no varejo da moda

Além do pilar social, a agenda ESG ampliou significativamente o escopo de controle exigido das empresas do setor. Marcas que atuam em mercados globais precisam demonstrar:

  • controle ambiental sobre uso de recursos naturais, resíduos e emissões;

  • conformidade legal e fiscal dos fornecedores;

  • integridade e ética nos contratos;

  • rastreabilidade documental auditável;

  • monitoramento contínuo de riscos.


Diretrizes internacionais como as OECD Due Diligence Guidance for Responsible Business Conduct e compromissos firmados em pactos setoriais elevaram o padrão esperado de governança, deixando claro que auditorias pontuais não são mais suficientes.



Do cadastro estático à governança digital de fornecedores

Diante desse novo cenário, o varejo da moda avança para modelos de governança digital, baseados em dados, automação e monitoramento contínuo.


Plataformas especializadas permitem:

  • centralizar documentos, certidões e contratos;

  • manter histórico de auditorias e não conformidades;

  • acompanhar indicadores ESG;

  • monitorar mudanças no perfil de risco dos fornecedores;

  • reduzir assimetrias de informação;

  • reagir rapidamente a incidentes trabalhistas ou reputacionais.


Esse modelo substitui o controle reativo por uma lógica preventiva, estruturada e auditável.



Rastreabilidade como fator competitivo

Estudos de consultorias globais, como a McKinsey, indicam que empresas do setor de moda que investem em rastreabilidade e governança de fornecedores:

  • reduzem significativamente a exposição a crises reputacionais;

  • fortalecem a confiança de consumidores e parceiros comerciais;

  • ampliam acesso a mercados regulados;

  • ganham vantagem competitiva frente a marcas menos estruturadas.


Nesse contexto, a rastreabilidade deixa de ser apenas um requisito de conformidade e passa a ser um ativo estratégico de marca e negócio.



A visão da Nashai: ponto de inflexão na gestão de terceiros

Segundo a Nashai, empresa especializada em governança digital de fornecedores, o varejo da moda vive um ponto de inflexão na gestão de terceiros no Brasil.

A adoção de sistemas estruturados de:

  • homologação digital;

  • monitoramento contínuo;

  • gestão de riscos;

  • controle documental;

  • indicadores ESG integrados


permite às marcas ampliar o controle sobre fornecedores diretos e indiretos, atender às exigências ESG e reduzir vulnerabilidades trabalhistas e reputacionais.


Para a Nashai, dados confiáveis, rastreabilidade e governança contínua tornaram-se elementos centrais para a sustentabilidade e a competitividade do varejo da moda em um ambiente cada vez mais exigente.


O varejo da moda não enfrenta apenas uma agenda de compliance, mas uma mudança estrutural na forma de gerir sua cadeia produtiva. Marcas que não avançarem em rastreabilidade e governança digital estarão mais expostas a riscos legais, reputacionais e comerciais.


Por outro lado, empresas que investirem em dados, tecnologia e monitoramento contínuo estarão mais preparadas para competir, crescer e sustentar suas operações de forma ética e transparente.


📌 Quer entender como estruturar a governança e a rastreabilidade da sua cadeia de fornecedores no varejo da moda? Fale com os especialistas da Nashai e conheça o SYM Supply.

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